O tempo se vai, e leva
com ele os maiores,
nós, seres por natureza apáticos,
vamos ficando estáticos,
às margens do fluir contínuo.
Os ideais são esquecidos.
As tentativas de amos fracassadas.
A felicidade é só um substantivo.
Os medos são revividos.
Seus processos mentais paralizados.
O mundinho que o cérca,
acaba por se tornar uma cerca,
as pessoas covivas,
nada mais que prisioneiras
e guardas dos próprios cárcers.
Enxurradas e enxuradas de preconceitos.
Ignorância mascarada de principios.
Almas que escoam a um abismo,
torturas e enjauladas e esquacidas.
E de tudo um sentimento teimoso...
Sente-se sua presença,
uma bolha invisível.
Irrigada por toda energia negativa
que tão maldito soo produz.
Forte como o diabo, parasita mais antigo.
E nada entra, nada sai...
milhares de corações acorrentados,
tão fortes elos, má fé...
Um vago sabor cintético de frutas
num pedaço sujo de uma embalagem qualquer.
Por onde andará a morte?
Liberdade vestida de negro...
Tráz sempre a essas paragens
seus produtos tão misteriosos,
e tão bem criados.
Tudo sem sentido...
a existência, os pormenores, tudo.
E milhares de vazios,
iludidos e preenxidos
com mais e mais vazio.
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