Home Data de criação : 09/08/03 Última atualização : 11/10/17 11:27 / 18 Artigos publicados

Olha-me  (Poesias) escrito em quinta 13 agosto 2009 14:00

O que aconteceu com a gente?

Em que nos tornamos?

Para onde foram nossos

antigos nós?

Que máquinas, frias

são essas?

Por que? Como tudo

ocorreu sem que tenhamos

sentido?

Cadê o amor?

Cadê tudo?

Diga-me, será isso

revesível?

Sinto-me uma pedra,

sem vida sem calor.

não vejo nada

além do nada.

Qual o siginificado de

nossa existência?

Terá significado?

Quem ou o que

nos fez isso?

Fomos nós mesmos?

O que foi isso ?

Que carcaça?

Que marionete?

Uma jaula...




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Noite  (Poesias) escrito em quinta 13 agosto 2009 13:46

Escrevo abraçado à noite,

sinto em sua face um sorriso.

Fria é anoite,

triste é a noite.

Beijo a noite mais que

a uma amada.

Velha jovem é a noite.

Bonita jovem é anoite.

Olhar a rua de minha janela,

vejo ela, a noite,

tão presente é a noite,

tão pontual é a noite.

Busco a tudo e além,

encontro sempre a noite.

Ela me envolve,

me enlaça, me consome.

Real compnhia é noite,

a irmã bastarda

do grande dia.

E lado a lado

caminham dia e noite,

meios e fins,

de uma noturna existência.

Forte é a noite,

inponente  é a noite.

Quase sem fim

minha noite.

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Apatia  (Poesias) escrito em quinta 13 agosto 2009 13:14

O tempo se vai, e leva

com ele os maiores,

nós, seres por natureza apáticos,

vamos ficando estáticos,

às margens do fluir contínuo.


Os ideais são esquecidos.

As tentativas de amos fracassadas.

A felicidade é só um substantivo.

Os medos são revividos.

Seus processos mentais paralizados.


O mundinho que o cérca,

acaba por se tornar uma cerca,

as pessoas covivas,

nada mais que prisioneiras

e guardas dos próprios cárcers.


Enxurradas e enxuradas de preconceitos.

Ignorância mascarada de principios.

Almas que escoam a um abismo,

torturas e enjauladas e esquacidas.

E de tudo um sentimento teimoso...


Sente-se sua presença,

uma bolha invisível.

Irrigada por toda energia negativa

que tão maldito soo produz.

Forte como o diabo, parasita mais antigo.


E nada entra, nada sai...

milhares de corações acorrentados,

tão fortes elos, má fé...

Um vago sabor cintético de frutas

num pedaço sujo de uma embalagem qualquer.


Por onde andará a morte?

Liberdade vestida de negro...

Tráz sempre a essas paragens

seus produtos tão misteriosos,

e tão bem criados.


Tudo sem sentido...

a existência, os pormenores, tudo.

E milhares de vazios,

iludidos e preenxidos

com mais e mais vazio.

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Seguir  (Poesias) escrito em quinta 13 agosto 2009 13:05

Vou tentar seguir

enquanto restam-me as pernas

enquanto resta-me os músculos,

enquanto resta eu mesmo.


Andando redundantemente

sempre em frente, grito.

O que fica está além,

como entender esse confuso espaço?


Seguir para que?

Já pergunto-me apático e melancolico.

Se o motivo de ficar

segue-me mais do que eu?


Seguir para que?

Pergunto-me novamente.

Se em frente só há

passagens para o passado.


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Nada  (Poesias) escrito em sábado 08 agosto 2009 18:12

Há um nada, 

que de nada vive seu tempo.

Um nada que sonha com uma fada,

e que despeja suas palavras ao vento.


Um nada que por fim é sonhador.

buscando em milhares de olhares a compreenção

de sua vida, sinônimo de dor.

Sem entender os motivos do coração.


Esse nada só vai seguindo.

Chorando por dentro seu sofrimento,

sua falsa face o segue sorrindo.

Seu céu entre tantos outros cinzento.


E de nada lhe serve  a esperança,

alimento de uma felicidade que vem e vai,

trazendo e levando do peito uma lembrança.

Imagens velhas de um sonho que não sai...


Nada será o nada eternamente,

arrastando consigo uma existência incompleta.

Brigando com o amor, esse que sente.

Sentindo os males da vida de desilusões repleta.

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